Exames
Um guia educativo de monitoramento laboratorial antes, durante e depois de um protocolo — organizado por categoria, não uma lista genérica única.
Conteúdo educativo — não é prescrição médica. Para decisões relacionadas à saúde, procure orientação de um profissional de saúde qualificado.
Obrigatório antes de qualquer protocoloBaseline — Exames Pré-Protocolo
Antes de iniciar qualquer protocolo com peptídeos, este painel de exames estabelece sua referência individual — um ponto de comparação essencial para acompanhar resposta e segurança ao longo do tempo.
Baseline — Exames Pré-Protocolo
- Hemograma completoAvalia as três linhagens celulares do sangue — hemácias, leucócitos e plaquetas — e ajuda a identificar anemia, processos infecciosos ou alterações hematológicas antes do protocolo.
- PCRMarcador de inflamação sistêmica; quanto menor o valor, menor a inflamação basal. Referência de normalidade: abaixo de 3 mg/L, com valor ideal inferior a 1 mg/L.
- VHSVelocidade de hemossedimentação — um segundo marcador inflamatório que complementa a leitura do PCR.
- Glicemia jejumReferência de normalidade entre 70 e 99 mg/dL; secretagogos de GH podem elevar esse valor durante o protocolo.
- Insulina jejumReferência entre 2 e 25 µUI/mL — valores abaixo de 10 são considerados ideais.
- HbA1cReflete a média glicêmica dos últimos 2-3 meses; referência de normalidade abaixo de 5,7%.
- IGF-1Principal marcador laboratorial do eixo do hormônio do crescimento; a referência de normalidade varia conforme a idade.
- Função hepáticaAvaliada por TGO, TGP e GGT — indicadores de saúde e função do fígado.
- Função renalAvaliada por creatinina e ureia séricas.
- TSH + T4 livre
- Vitamina D (25-OH)Referência de suficiência: entre 40 e 60 ng/mL.
- Testosterona total + livre
- Lipidograma
Colete os exames em jejum de 12 horas, preferencialmente entre 7h e 9h da manhã — essa padronização garante que os valores sejam comparáveis entre diferentes coletas.
Reparo & RecuperaçãoReparo & Recuperação — Monitoramento de Inflamação
Peptídeos de reparo tecidual têm, de modo geral, um perfil de segurança favorável. Ainda assim, monitorar marcadores inflamatórios é a prioridade durante o acompanhamento do protocolo.
Reparo & Recuperação — Monitoramento de Inflamação
- PCR + VHSPar de marcadores inflamatórios que acompanha a resposta do organismo ao longo do reparo tecidual.
- HemogramaRelevante especialmente para TB-500, que apresenta atividade tímica.
- Função hepáticaAvaliada por TGO e TGP.
Dica para GHK-Cu: em doses altas (acima de 2 mg/dia), vale a pena monitorar cobre sérico e ceruloplasmina.
Hormônio do CrescimentoGH Secretagogues — Monitoramento do Eixo do Crescimento
Secretagogos de GH antagonizam a ação da insulina, o que torna o acompanhamento do metabolismo glicídico uma prioridade ao longo do protocolo. GHRP-6 e Hexarelin também podem elevar prolactina e cortisol, exigindo atenção redobrada nesses dois marcadores.
GH Secretagogues — Monitoramento do Eixo do Crescimento
- IGF-1Um aumento de 30% a 50% em relação ao valor basal costuma indicar boa resposta ao protocolo.
- Glicemia jejum + HbA1cAcompanha o efeito antagonista à insulina característico dos secretagogos de GH.
- Insulina jejumComplementa a leitura da glicemia e da HbA1c na avaliação da sensibilidade insulínica.
- ProlactinaAtenção especial ao usar GHRP-6 ou Hexarelin, que podem elevar esse marcador.
- Cortisol matinalGHRP-6 pode elevar o cortisol; Ipamorelin, por sua ação seletiva, é considerado neutro nesse aspecto.
- IGF-1Reavaliar ao fim do ciclo — o objetivo não é maximizar o valor, mas mantê-lo no terço superior do range de referência para a idade.
O objetivo do protocolo não é maximizar o IGF-1, e sim mantê-lo estável no terço superior do range de referência para a idade.
Metabólico & Fat LossMetabólico & Fat Loss — Monitoramento Glicêmico e Lipídico
Peptídeos metabólicos afetam diretamente glicemia, insulina e o perfil lipídico, o que torna o acompanhamento laboratorial regular parte essencial de um protocolo seguro.
Metabólico & Fat Loss — Monitoramento Glicêmico e Lipídico
- Glicemia + HbA1cAcompanha a resposta glicêmica ao longo do protocolo.
- Insulina jejumComplementa a avaliação da sensibilidade insulínica.
- Lipidograma completoAcompanha o efeito sobre o perfil lipídico.
- Função hepáticaAcompanha a segurança geral do protocolo.
- Amilase + LipaseAgonistas de GLP-1 apresentam risco raro de pancreatite — vale a atenção a esses marcadores.
- TSHRelevante para Retatrutide, agonista triplo GLP-1/GIP/Glucagon.
Ao usar agonistas de GLP-1 junto com insulina ou sulfonilureias, há risco de hipoglicemia. Monitore a glicemia capilar diariamente nas primeiras duas semanas.
ImunidadeImunidade — Monitoramento Imunológico
Peptídeos imunomoduladores requerem atenção especial no acompanhamento. Thymosin α1 e LL-37 são imunoestimulantes e apresentam contraindicação com o uso de imunossupressores.
Imunidade — Monitoramento Imunológico
- Hemograma diferencialAcompanha a resposta das diferentes linhagens de células de defesa.
- PCRMarcador de inflamação sistêmica.
- Imunoglobulinas (IgG/IgA/IgM)Acompanha a resposta humoral ao longo do protocolo.
- CD4/CD8Acompanha a relação entre as principais populações de linfócitos T.
Thymosin α1 e LL-37 são imunoestimulantes. NÃO devem ser usados com imunossupressores (golimumabe, adalimumabe, anti-TNF, metotrexato) — a combinação apresenta risco de disregulação imune grave.
Longevidade & MitocôndriaLongevidade & Mitocôndria — Monitoramento Metabólico Profundo
Peptídeos de longevidade e função mitocondrial atuam em vias biológicas profundas, o que torna o acompanhamento laboratorial uma forma prática de acompanhar seus efeitos ao longo do tempo.
Longevidade & Mitocôndria — Monitoramento Metabólico Profundo
- NAD+ séricoAumento de 40% a 100% em relação ao valor basal é esperado com resposta positiva ao protocolo.
- CoQ10Complementa a avaliação da função mitocondrial.
- Função hepática + renalAcompanha a segurança geral do protocolo.
- Hemograma + PCRAcompanha alterações hematológicas e inflamatórias ao longo do ciclo.
- Melatonina noturnaMarcador específico para o uso de Epithalon.
Nem todos os laboratórios oferecem a dosagem de NAD+ sérico. Uma alternativa prática é monitorar energia subjetiva, qualidade do sono e tempos de recuperação ao longo do protocolo.